<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737</id><updated>2012-02-16T22:08:19.056-02:00</updated><title type='text'>Feijoada Antropofágica</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-6227393715388614066</id><published>2008-12-22T00:53:00.004-02:00</published><updated>2009-02-03T19:49:44.731-02:00</updated><title type='text'>Grão</title><content type='html'>A terra é de ninguém, e ninguém, tampouco é dela. Espaço criado que tempera criador. É também o criador, é gente nua, é som, silêncio e religião. Não é só sertão, lugar ícone do tema. Carro, asfalto, gravata, não só Baleia e Fabiano. Depois de Graciliano, não há mais que se falar em lugar-terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso problema é que nos perdemos em nossa terra. Não nos sentimos em casa, não estamos inspirados, o passado foi sempre melhor. Acreditamos na busca pela descoberta, no auto-conhecimento do homem. Enganado mais uma vez: procura é terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra é retalho de palavras de lembranças e saudades. Habitam a vã memória os locais dos sonhos concretos realizados e gravados em recordações fotográficas. Tudo que foi e fica, fato e lugar, pegada na areia. Pessoas passam, idéias somem, mas a terra é chão imóvel, é transeunte e passarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajo para sentir saudades dos lugares a que pertenço. Viajo para ser poeira de outras terras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-6227393715388614066?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/6227393715388614066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=6227393715388614066' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/6227393715388614066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/6227393715388614066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2008/12/grao.html' title='Grão'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-7029129352544823843</id><published>2008-09-10T14:05:00.004-03:00</published><updated>2008-09-10T14:44:18.515-03:00</updated><title type='text'>Oqueda saudade (Conto VIII)</title><content type='html'>Tenho saudades, mas não sei de quê. É uma sensanção bastante estranha e desagradável. Sinto algo como uma melancolia de um passado desconhecido corroendo o meu peito e as minhas unhas. Aflição por desvendar o quê da saudade, pra poder sofrer finalmente em paz. É como a inexplicável fascinação de gostar de um livro nunca lido, de recomendá-lo, de viver uma farsa passível de correção. Entretanto, não há mais tempo para ler. Devo sempre recomendar novas obras. Como um professor de colégio, que apesar do teatro, parou nos resumos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é apenas saudade do que eu não vivi. Tal qual um historiador e os fantásticos carnavais, as cervejas geladas dos poetas de outros tempos, o sublime som de um trenzinho distante, as grandes revoltas, as maravilhosas festas e as orgias seculares. Hoje, não. Trata-se de algo maior, talvez mais abstrato. É saudade mesmo de algo que desconheço. É só o sentimento puro, sem justificativa aparente, sem qualquer motivo que o valha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja só uma dor brasileira. Não fala qualquer outro idioma. Não se faz ser entendida em nenhum outro lugar. Não há mímica ou gravura que explique o que é sentir o peso de uma saudade sem razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu sinta falta é de me iludir com um motivo. Talvez eu sinta apenas falta de uma razão. Viver, pelo menos um pouco, a vida de outro. Ter um novo código moral e o prazer de ser apenas mais um personagem. Preencher o quê da saudade em minha vida com um novo sofrimento em páginas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-7029129352544823843?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/7029129352544823843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=7029129352544823843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/7029129352544823843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/7029129352544823843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2008/09/oqueda-saudade-conto-viii.html' title='Oqueda saudade (Conto VIII)'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-7627986795302825437</id><published>2008-04-06T21:16:00.008-03:00</published><updated>2008-09-10T14:41:06.272-03:00</updated><title type='text'>Metrô (Conto VII)</title><content type='html'>Todos os dias descem de escada rolante. Quem disse que o trem para o inferno não tem ar-condicionado? Pessoas que passam. Minutos que atrasam. Sonhos que matam. Todos enfileirados esperando o apito e a abertura da porta. Correm desconhecidos competidores tentando um lugar sentado nas cadeiras contadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Olhares cruzam os ares e as páginas de jornal dos mais precavidos. Angústia em óculos escuros, fones de ouvido, celulares ou simplesmente olhos fechados. Cada um se defende como pode. Todos aguardam a emersão de volta à terra. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chinelos de dedo encostam em sapatos, que encostam em sacolas, que encostam em bengalas. Vários os tipos aprisionados numa mesma cela. Não há qualquer sinal de privilégio. Por instantes são todos membros de uma mesma sociedade. Membros de um corpo que se move despedaçando e recompondo, preenchendo sua essência de novos pesares.&lt;/p&gt;Metais formam apoios para mãos que procuram equilíbrio. Em alguns momentos o equilíbrio é basicamente composto de ombros desconhecidos. Balança no arranque e na chegada. É próxima estação, next stop, sempre uma parada. E em cada parada, maior o desejo do fim. A última estação é desembarque obrigatório para os corpos. Os pensamentos nunca estiveram aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-7627986795302825437?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/7627986795302825437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=7627986795302825437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/7627986795302825437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/7627986795302825437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2008/04/metr.html' title='Metrô (Conto VII)'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-3752625625595723590</id><published>2007-12-17T23:12:00.000-02:00</published><updated>2008-01-18T23:59:13.628-02:00</updated><title type='text'>Insônia (Conto VI)</title><content type='html'>Sei que estou só ao ver que no cinzeiro jaz meu cigarro mal-tragado, com uma cinzenta longa fileira não fumada. Experimento a cerveja parada em meu copo. Quente, só poderia estar quente. Assim como o meu peito em noite de aperto, como essa. Onde estive nesse tempo? Os meus dentes trincam enquanto a diabólica oficina maquina desimportâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O balanço das árvores, a fumaça e os postes da rua. Tudo parece muito mais claro durante a noite. O escuro se esforça para crescer e as sombras aumentam. Em vão para quem não consegue dormir. Para quem já rolou, tentou e por fim acabou entregue aos pensamentos vadios da hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio não é ausência. Na minha cabeça, é a mistura de todos os sons em pensamentos, que gritam e buzinam em formas de questões e suposições. Perturbação é ficar preso em meio a isso tudo. O alívio vem com um carro na rua. Barulho externo é sinal de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ter vizinhos que trepassem de cortinas abertas. Gostaria de ter visto pelo menos um quase-suicida. Nada teria efeito essa noite. Procuro lâmpadas que também sofram de insônia nos prédios ao lado. Procuro alma nesse corpo na rede deitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há Deus para quem fica acordado além do horário das preces que precedem o sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-3752625625595723590?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/3752625625595723590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=3752625625595723590' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/3752625625595723590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/3752625625595723590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2007/12/insnia.html' title='Insônia (Conto VI)'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-6553661407134257820</id><published>2007-07-10T09:11:00.000-03:00</published><updated>2007-07-10T09:47:26.097-03:00</updated><title type='text'>Paraty (Conto V)</title><content type='html'>Sentado de novo no mesmo lugar. Aquele muro, aquela casa, aquele azul, aquele mar. A temperatura é que sempre mudava, e o dia era Recife, a noite Porto Alegre. Optava então por roupas claras, mas longas. Costumava ficar elegante com o Panamá e a bengala. Já fazia parte da paisagem, talvez por isso estivesse mais uma vez ali. Preso ao tempo, ao lugar, ao próprio pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia falta de Izabel, principalmente depois da quinta dose da envelhecida, que o bondoso garçom servia com uma cordialidade excessiva, como se estivesse diante de um turista. Esse mesmo rapaz ainda vinha conversar sobre futebol, mulher e os novos pratos da casa. Não entendia o porquê, se era sempre a moqueca à capixaba o pedido. Talvez fosse frustração do chef, ou do dono do local, mas isso não vem ao caso. Todas as conversas tornavam-se insignificantes. Todos éramos insignificantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo aquele lugar estava preso a mim. Disso eu tinha convicção plena. Não que eu tentasse libertar toda aquela gente, mas de vez em quando eu refletia e acabava sem tomar qualquer atitude, tinha medo da solidão. Todos tornavam-se escravos de minha memória e apareciam para mim em forma de pintura e sons, que eu tentava botar no papel em forma de poemas. Cada vez que escrevia um novo era como se o lugar morresse mais um pouco, saltava da minha mente e ficava preso à tinta num estúpido papel qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suor e álcool escorriam e caiam no chão mal construído. Cego, eu continuava e precisava terminar aquilo. Pouco a pouco eu matava tudo, desconstruía igrejas, arrancava árvores, acabava com aquela mesa, aquele bar, aquela outra dose. Acabava com Izabel. No fim, era pó e pedra. Eram eles, ou eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-6553661407134257820?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/6553661407134257820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=6553661407134257820' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/6553661407134257820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/6553661407134257820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2007/07/paraty.html' title='Paraty (Conto V)'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-888383439136436283</id><published>2007-06-08T13:00:00.000-03:00</published><updated>2007-06-10T14:49:32.734-03:00</updated><title type='text'>Prato frio (Conto IV)</title><content type='html'>Tive um insight e marquei um almoço com a minha criatividade. Cozinhei algo e fui direto para o banho, estava atrasado. Foi daqueles banhos longos, relaxantes, pra afastar pensamentos ruins e dar a devida atenção para o que eu tinha a ouvir. Botei uma roupa boa, camisa nova, melhor calça. Perfumei-me todo e ainda penteei o cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrumei a mesa e servi vinho para acompanhar a comida. Fiquei esperando... esperando... e ela não apareceu. Enfim, tomei um bolo e almocei sozinho. Que raiva, logo surgiram na minha cabeça pensamentos de vingança, e era garfada, golada e uma pausa. Vingança é um prato que se come frio, e lá estava eu, sentado, sozinho, comendo aquilo que já estava indefinido pelas várias misturadas do meu garfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poxa, e eu que já tinha pensado numa história sobre o olhar para fora ser mais um olhar para dentro, tinha velho e cadeira de balanço, até cigarro, vejam só, até cigarro. Mas cadê que a safada veio? Veio nada, e a minha raiva aumentando gradativamente conforme enchia novas taças de vinho. Vocês não sabem como detesto comer sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente terminei o almoço e o vinho e decidi-me quanto à vingança. Escreveria um texto mesmo assim. Mostraria a ela que eu consigo produzir sozinho. No final acabou saindo uma porcaria e fui para a varanda. Acendi um cigarro fixando o horizonte do meu vô, que balançava e ruía, no balanço, sentado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-888383439136436283?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/888383439136436283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=888383439136436283' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/888383439136436283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/888383439136436283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2007/06/comida-fria.html' title='Prato frio (Conto IV)'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-305782767400330479</id><published>2007-03-19T22:55:00.000-03:00</published><updated>2007-03-29T19:50:52.073-03:00</updated><title type='text'>Regime do café</title><content type='html'>Dando uma pausa nas crônicas, posto agora um texto de pura filosofia de boteco. Digo mais, de filósofo anarquista, ou comunista, como os que se  identificarem preferirem. Aliás, esses são os maiores pensadores de pé-sujo do Rio de Janeiro, quiçá do Brasil e do mundo. Sujeitos aparentemente desocupados que em sua militância recusam a Coca-Cola enquanto tomam Skol e discutem as ferramentas de poder do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em estado de  ócio, pensando no conceito de trabalho, cheguei à conclusão de que um dos pilares inconscientes do nosso sistema é o café. Pausa para explicação: Digo inconsciente por não acreditar numa conspiração, em um burguês malvado pensando no café como uma brilhante ferramenta de manipulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado isso, volto ao ponto principal. O café possibilitou, e ainda hoje o faz, a exploração das massas. É ele que permite que trabalhemos 8h e não menos. Que produzamos mais, que fiquemos acordados logo de manhã. Que não tenhamos cansaço depois do almoço e possamos voltar ao trabalho com apenas minutos de descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se observarmos o mercado desse grão, percebemos uma alta nos momentos de aumento de industrialização dos países. Seria mera coincidência? Mais uma vez afirmo que não acredito em burgueses malvados usando o café como arma, mas as pessoas tomaram o negrinho como algo natural, precisavam trabalhar mais e mais. Observando o quanto a maioria suportava, estabeleceram as horas de trabalho diário. Novamente pergunto-me se tantas horas seriam possíveis sem o café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nem falar no mal que isso acaba fazendo, gerando estafa e cansaço geral. Trabalhadores operando sobre o limite humano, todos os dias. Acredito ainda que poderíamos ir mais longe nessa teoria e dizer quão prejudicada fica a vida conjugal com isso. Pessoas chegando esgotadas e com mal humor em suas casas. Não mencionando o trânsito, motoristas estressados querendo chegar logo em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso negar que faz parte da tradição brasileira e que depois do almoço de domingo é uma maravilha. Para resolver a questão, só tomo café aos domingos. Não nego a tradição e continuo na minha luta contra um pilar do "regime", luta essa muito mais sensata do que contra uma empresa, ou um país. No mais, desce mais uma aqui, que a minha já esquentou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-305782767400330479?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/305782767400330479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=305782767400330479' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/305782767400330479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/305782767400330479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2007/03/regime-do-caf.html' title='Regime do café'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-138316997080256315</id><published>2007-02-23T00:55:00.000-02:00</published><updated>2007-06-10T14:49:13.792-03:00</updated><title type='text'>Praia suja (Conto III)</title><content type='html'>Estava sentado na areia da praia olhando o mar. Pele branca corada, de sunga, portava apenas suas roupas, celular, dinheiro na carteira. Sem problemas aparentes, talvez de relacionamento, mágoas passadas, nenhum bom motivo para o mundo parar. Sentia o sol em sua pele, a brisa leve e aquele cheiro salgado que o vento leva e traz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azul, verde, quase-um ou quase-o-outro, muitas cores para um mero observador definir. Prefere apenas ver e deixar que tudo apenas seja. Seguindo as ondas que formam, as ondas que quebram, o que vira areia, o que já é. O suspiro resignado do impotente diante de algo maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que surge uma senhora gorda com sacos pretos cheios, negra. O momento dura. A mulher caminha lentamente, e se agacha, à frente do rapaz. Trocam olhares silenciosos. Sobe um cheiro forte de lixo e suor nas narinas do homem. A negra se levanta, uma latinha amassada, preciosa, até então despercebida, apagada pelo infinito azul, é erguida e colocoda num dos sacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela segue em frente, ainda devagar, fazendo durar cada passo. Ele volta a observar o lixo. Naquele momento, acabou a praia. Ela levou embora o mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-138316997080256315?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/138316997080256315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=138316997080256315' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/138316997080256315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/138316997080256315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2007/02/praia-suja.html' title='Praia suja (Conto III)'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-5815143816851610937</id><published>2007-01-28T20:09:00.000-02:00</published><updated>2007-06-10T14:48:56.918-03:00</updated><title type='text'>Destino Timoneiro (Conto II)</title><content type='html'>Este barco não aporta mais. Fica no mar o dia todo, todos os dias.  A bandeira hasteada, as velas abaixadas, também não sai do lugar. Mantém-se ali, parado, como se esperasse algo, ou um sinal pra partir.   A flâmula é da agremiação da região, tirada do pau da bandeira, antes carregada pela mais linda moça do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falecida, nova nova. Morte de desconhecida causa e muito especulada. Quanta gente na praça, quantas histórias e cada vez que surge uma pergunta aparece um novo detalhe, uma nova informação. Feitiço de mulher traída, feitiço de feia invejosa, ataque cardíaco, falta de comida e cansaço corporal com desidratação. Nada disso importa, o que todos sabem e viram foi como ela morreu: desfilando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era rainha da bateria por respeito às tradições, pois beleza ela tinha, isso tinha, além de sambar como ninguém. Sua mãe havia sido porta-bandeira, sua avó e a mãe de sua avó antes.  O Carnaval  era coisa séria  para a família.  Estava na avenida quando aconteceu o incidente. Vinha, que vinha, toda prosa, sambando e girando e girando e sambando, quando caiu, no meio da avenida. A saia rodada amassada, a bandeira no chão, lágrimas caiam sobre o corpo jazido no colo do seu mestre-sala e amante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o mestre é dono e timoneiro do barco que leva o nome e a bandeira de sua querida amada. Passa o dia batucando sambas tristes, esperando o vento contar seu destino ao pé-de-ouvido. No balanço do samba, no balanço da rede, no balanço do mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-5815143816851610937?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/5815143816851610937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=5815143816851610937' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/5815143816851610937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/5815143816851610937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2007/01/destino-timoneiro.html' title='Destino Timoneiro (Conto II)'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-116909108676332968</id><published>2007-01-18T01:08:00.000-02:00</published><updated>2007-01-18T09:56:49.020-02:00</updated><title type='text'>Já não temos pão, acabar com o circo é sacanagem...</title><content type='html'>Cansei-me dessa nossa idéia de que imitar o europeu é o mais sensato. Estou farto de tomarmos esse modelo civilizatório como o ideal para tudo. Não faço parte, e nem estou querendo, dessa modinha místico-natureba-oriental também não. Nem tão pouco estou seguindo a linha do Simas, que diz sobre a falta de encantamento do povo judaíco-cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra falar a verdade, estou puto mesmo é com a nossa cópia do modelo de estádio de futebol dos europeus. Cadeiras confortáveis, banheiros high-tech, restaurantes de luxo, torcedores sentados. Estão malucos?? Estamos na América Latina! O pior é que ainda estão cobrando mais por isso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O templo do futebol, Maracanã, vive constante reformas para uma modernização. Não perguntaram à ninguém se era preciso, apenas seguiram um Estatuto do Torcedor, esse feito por pessoas que não vão aos estádios, e mesmo quando vão sentam nas especiais. Não houve nenhum planejamento, nenhum estudo sociológico, nenhuma pesquisa de opinião séria, meus amigos. Reduziram pela metade a capacidade, porém se perguntarem para qualquer um que acompanhe um time, esse irá dizer que prefere que o estádio comporte mais pessoas com menos conforto. O que vale é a festa do time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já imaginaram a merda que vai dar com cadeiras no lugar que ficava a "geral"?? Quanta coisa vai voar lá? Quantos invadirão o gramado com esse campo mais baixo e sem buraco fundo separando das cadeiras?? Os brasileiros já invadem quando assistem jogos na Europa, aqui não será diferente. La Bombonera não tem isso não! Tem é grade! Não que sejamos animais, ou qualquer coisa do tipo, mas nossa paixão pelo futebol é algo diferente. Não entrarei nesse mérito agora, mas já adianto que não tenho respeito nenhum pelos Hooligans e que esses não chegam perto de uma torcida organizada brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns defendem essas mudanças. Dizem que vão poder levar seus filhos com mais tranquilidade aos estádios. Quem? Os ricos? Moramos no Brasil, a maioria é pobre. Restaurante de luxo em estádio de futebol, mermão? Não rola, né. Resolveram aumentar ainda os preços de todas as áreas no Maraca. Quem vai ao estádio desse jeito? Quem quer a tranquilidade que pague as cadeiras especiais, só não mexa no que dá certo há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se continuar assim teremos em breve estádios vazios. Temos de fazer alguma coisa. Já tentam com afinco estragar o carnaval. Arruinar a festa do futebol é a gota d'água, dá até revolução, camarada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-116909108676332968?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/116909108676332968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=116909108676332968' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116909108676332968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116909108676332968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2007/01/j-no-temos-po-acabar-com-o-circo.html' title='Já não temos pão, acabar com o circo é sacanagem...'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-116861428272834434</id><published>2007-01-12T11:13:00.000-02:00</published><updated>2007-01-15T11:06:48.770-02:00</updated><title type='text'>O que é que a Baiana tem?</title><content type='html'>Ouvindo Pixinguinha, sento e me acomodo pra contar uma paixão minha. Dessas verdadeiras, de ficar na cabeça mesmo. Sou apaixonado pela mulata "feiticeira" do Cabeça de Porco. Confesso, não sou Januário, mas Rita Baiana também me pegou de jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que pensam pouco, tem memória fraca, ou não tiveram o prazer de ler "O Cortiço" de Aluísio Azevedo, adianto logo que Rita é um mulherão, daqueles que fazem abrir roda de briga. Não jogo capoeira, e acho o Portuga do livro muito covarde, mas isso também não vem ao caso. Sentei-me aqui pra falar da mulata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela representa uma ruptura com o antigo modelo de mulher delicadinha da literatura. A Baiana é algo como a "Mulata fuzarqueira" de Noel. Além disso, a nêga é tão bem descrita, uma festa para nossos sensores, que quem lê guarda cenas na cabeça, principalmente dela dançando, como se tivesse sido passada em filme. Eu tenho minha própria imagem de Rita e já sofri com isso. Conto, pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu na academia, sem comentários a respeito, quando entra uma mulher, maravilhosa diga-se de passagem, que eu pensei conhecer. Cumprimentei-a e não obtive resposta. Comecei a pensar, conheço essa mulher. Não conseguia saber de onde, estava aflito já. De repente, me toquei, ela é Rita Baiana!!! Não era possível, eu tinha lido o livro há muito tempo, como conservava essa memória? Como Rita estaria ali na minha frente, com roupas modernas, mas o mesmo jeitinho? Só podia ser alucinação. Fui embora da academia correndo, com medo de estar esquizofrênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu deveria ter ficado e falado com, segundo o Marcello, "a mulher dos meus sonhos". Mas eu fiquei sem ação, eu já havia cumprimentado e estava com vergonha. Voltar para casa foi a opção que me pareceu mais coerente no momento de tamanha confusão mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou maluco, mas eu vi, tenho certeza. Acho que no fundo acabo procurando Rita em toda mulher que vejo. Desde o dia em que a vi, procuro pelo menos traços de semelhança com a Baiana em toda mulher que conheço. Nunca vi feitiço tão forte. Salve Aluísio Azevedo e a Rainha das Mulatas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-116861428272834434?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/116861428272834434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=116861428272834434' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116861428272834434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116861428272834434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2007/01/o-que-que-baiana-tem.html' title='O que é que a Baiana tem?'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-116834613991286886</id><published>2007-01-09T10:08:00.000-02:00</published><updated>2007-01-09T10:35:39.940-02:00</updated><title type='text'>Grande Idiotice, Brasil</title><content type='html'>Pegue um número 'x' de animais da mesma espécie. Confine-os. Dê uma quantidade regulada de comida e bebida para que mudem o humor constantemente. Faça-os participar de brincadeiras. Veja como é a interação deles, se eles brigam para mandar no território, se são amigáveis, ou qualquer outra coisa. Observe-os até o final. Consagre um campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de estar falando apenas de técnicas medievais de diversão, ou de algo muito próximo ao que é o nosso zôo. Gostaria também de não estar escrevendo isso aqui, de conseguir ignorar tudo, mas é mais forte do que eu. Sim, sim, amigos, hoje começa mais uma edição do 'Big Brother Brasil'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome em inglês já merecia que eu não visse, mas vamos lá. Sei-lá quantas pessoas confinadas em uma casa e filmadas para o mundo inteiro ver. Provavelmente elas têm um roteiro a seguir, ainda bem, pois o que me assusta é a idéia de o povo adorar a proposta dessa quase-experiência socio-psicológica. Tudo bem que sejam voluntários e que haja um prêmio, mas isso é um passo para uma jaula no zôo com homo sapiens sapiens dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não colocar bebês humanos confinados e ver qual a reação e a evolução deles sem contato com os já civilizados? A nossa moral não permite? Só é imoral se não for televisionado. Botemos câmeras, pois. Reclamam no começo, mas depois ficam quietos, vão até gostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenda-me, leitor, eu não sou a favor de nada disso, só não consigo entender a razoabilidade de um programa como aquele. Não vi edições passadas, não verei as seguintes. Aconselho o mesmo para qualquer um que queira manter o status quo da evolução racional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-116834613991286886?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/116834613991286886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=116834613991286886' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116834613991286886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116834613991286886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2007/01/grande-idiotice-brasil.html' title='Grande Idiotice, Brasil'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-116717248556424623</id><published>2006-12-26T20:15:00.000-02:00</published><updated>2007-01-07T15:42:56.463-02:00</updated><title type='text'>Revolucionário mirim</title><content type='html'>Peço desculpas pelo longo tempo sem postar nada aqui, mas estava tudo muito corrido e não tive um momento pra escrever o que pretendia. Reacendo o fogão e boto a feijoada pra esquentar de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu pensando sobre a ditadura e o fim de grandes protestos, revoluções e coisas que aprendemos na aula de história e nos parecem gigantes e maravilhosas, de repente me dei conta de que já participei como um dos cabeças de uma greve que seria o primeiro passo para uma revolução. Explicarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui muito certinho, representante de turma por vários anos seguidos, mas o que poucos sabem é que eu estive por trás de algumas merdas no colégio. Eu planejava e outros executavam, não costumava levar a culpa. Na sexta série, se não me falha a memória, tínhamos professoras que nos passavam muito dever para sala e casa, revoltados com a situação, eu e mais alguns amigos largamos os nossos materiais e começamos a dar golpes ritmados nas mesas, gritando "Greve de dever!". Em pouquíssimo tempo a sala em sua maioria aderiu à greve e o coro ficava mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora, assustada diga-se de passagem, utilizou de sua maior ferramenta de contenção, a ameaça. Nosso coro foi abafado por um grito de "Se vocês não pararem eu vou chamar a diretora e mandar ocorrência para os pais de vocês!". Infelizmente, naquela época ficamos com medo e cedemos às pressões. Primeiro as meninas, sempre mais fracas nisso, pararam logo e fingiram que não tinham feito nada. Logo a sala já estava quieta e nós frustrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fico pensando agora, se todos tivéssemos continuado não daria problema pra ninguém, ou daria pra todos. O que poderia acontecer? Chamarem todos os pais? E se as outras turmas ouvissem e resolvessem fazer o mesmo? Seria uma paralisação geral no colégio? Um passo para uma revolução por uma escola com menos deveres de casa e aula, isso era certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus pais não seriam tão compreensivos, adultos não conseguem ver a grandeza dessas coisas. Essa luta era seríssima. Por isso deixo aqui registrada a minha simpatia aos revolucionários mirins, fazedores de merda, engraçadinhos, entre outros. Não desistam, meus amigos, não desistam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-116717248556424623?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/116717248556424623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=116717248556424623' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116717248556424623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116717248556424623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2006/12/revolucionrio-mirim.html' title='Revolucionário mirim'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-116551346134209721</id><published>2006-12-07T11:22:00.000-02:00</published><updated>2006-12-07T15:44:21.500-02:00</updated><title type='text'>Aniversário da fusão alvinegra</title><content type='html'>Amigos leitores, como todos sabem a "Estrela Solitária me conduz" e mais uma vez devo falar sobre esse maravilhoso clube que mantém uma festa anual chamada "Feijão no Fogão", combinando feijoada e futebol, novamente mostrando que merece meu profundo respeito. Serei breve, pois sei que os abençoados botafoguenses são em menor número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, dia 8 de Dezembro, o Botafogo Futebol e Regatas comemorará 64 anos de sua fusão numa tarde literária com poetas do futebol. Nilton Santos e Paulo César Caju estarão presentes e quem conhece de futebol sabe que não minto quando digo sobre a poesia desses dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui um convite para todos, os que puderem ir à General Severiano, que vão, os que não puderem, ao surgir a primeira estrela do céu nessa noite, ergam bem alto um copo de cerveja e homenageiem o nosso querido clube e seus grandes defensores. Santo Garrincha com certeza agradece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-116551346134209721?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/116551346134209721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=116551346134209721' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116551346134209721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116551346134209721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2006/12/aniversrio-da-fuso-alvinegra.html' title='Aniversário da fusão alvinegra'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-116506493891834753</id><published>2006-12-02T10:36:00.000-02:00</published><updated>2007-06-10T14:48:35.211-03:00</updated><title type='text'>Barbearia Estrela (Conto I)</title><content type='html'>Não sei como ele ainda resiste, cumpadre, no mesmo lugar há tanto tempo. Segurou seu cantinho mesmo com todas essas coisas modernosas que vêm do estrangeiro. E você não sabe, continua ele mesmo trabalhando. Fala que é o que o faz acordar todos os dias. Eu duvido muito que esse lugar continue quando ele bater as botas. O velho não tem mais herdeiros, é tão guerreiro que sobreviveu à morte de todos eles, inclusive de seu único filho, que se meteu com gente braba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No espelho, pôsters do time campeão carioca de 68 e 89, e fala a escalação sem olhar a legenda, além de contar como foram os gols da final e o restrospecto no campeonato. Ê memória boa! Lembra de cada cliente e trata pelo nome. Batuca uns mais de 200 sambas na caixinha de fósforo, ê memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora abriram esse gigante aí do lado. No começo era só pras moças, mas os homens foram se engraçando e agora tem cartaz de Unissex na porta. Nas paredes, quadros com mulheres de cabelos esquisitos vendendo produtos com K, Keston, Kolene, Kerastase, sei-lá-o-quê-mais. Os homens cortam o cabelo, fazem pé, mão, sobrancelha, depilam tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpadre, pois eu te digo uma coisa, não sou nada modernoso, não mesmo. Continuo indo à barbearia, essa daí da frente mesmo. Não escolho corte de cabelo em catálogo. Outro homem não põe navalha no meu pescoço, nem tesoura nas minhas orelhas. Tem que ter muita confiança, cumpadre, e Seu Zé já é amigo de longa data.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-116506493891834753?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/116506493891834753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=116506493891834753' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116506493891834753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116506493891834753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2006/12/barbearia-estrela.html' title='Barbearia Estrela (Conto I)'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-116473071389992112</id><published>2006-11-28T11:00:00.000-02:00</published><updated>2006-11-28T16:59:47.676-02:00</updated><title type='text'>Gordinho alvinegro</title><content type='html'>Cozinhando em fogo baixo, espero a reforma que vai mudar o visual desse espaço. Já contatei&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;o amigo  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruno&lt;/span&gt; e ele vai dar uma ajuda na mudança. Não se preocupem, amigos leitores, o conteúdo será mantido, assim como a qualidade. Enquanto isso, continuo aqui com os meus resmungos e gritos periódicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li muita coisa interessante essa semana, principalmente sobre Modernismo e Rio de Janeiro. A princípio separados, li trechos do livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Poesia de Vanguarda no Brasil"&lt;/span&gt; de  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antônio Sérgio de Mendonça &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Álvaro Sá &lt;/span&gt;e contos do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"20 contos e uns trocados" &lt;/span&gt;do grande &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nei Lopes&lt;/span&gt;. No entanto, o que mais me chamou a atenção foi um ensaio entitulado "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ESSA GENTE DO RIO... os intelectuais cariocas e o modernismo" assinado por &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ângela de Castro Gomes&lt;/span&gt;. No artigo, a historiadora faz um estudo sobre a posição da intelectualidade carioca no movimento modernista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font&gt;Nesse texto,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Manuel Bandeira&lt;/span&gt; é exaltado, corretamente, como um "carioca" (ele era pernambucano, mas defendia o movimento no Rio) de importância ímpar para a causa. Porém, não gostaria de tratar do Bandeira, pelo menos não agora, quero falar de um modernista carioca um pouco esquecido por muitos. Poderia falar do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vinícius de Moraes&lt;/span&gt;, mas esse é conhecido por todos, prefiro estampar aqui um pouco de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Augusto Frederico Schmidt.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueçamos as ligações do "Gordinho sinistro" com o governo JK e suas empreitadas nos negócios. Nada disso merece ser mencionado em um lugar que deseja ter um pouquinho de respeito. O Gordinho era botafoguense! Tem mais, leitor, não era um mero seguidor da estrela solitária,não, foi presidente do Botafogo Regatas e grande articulador da fusão desse com o Botafogo Futebol Clube, em 42. Sensacional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schmidt, como bom alvinegro carioca, era também supersticioso e tinha como grande amigo e consultor um galo branco. Isso mesmo, um galo branco, forte e bonito, com aquela pinta de campeão de rinha bem cuidado. Fico pensando se o &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;galináceo&lt;/span&gt; não deve ter dado conselhos sobre a fusão dos clubes e os rumos do país. Aliás, a partir de agora usarei negrito em futuros textos quando falar desse ser ilustre da história do Brasil, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Galo Branco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao gordinho, esse tinha como seu maior medo o esquecimento. Por isso escrevo aqui e proponho que ergamos copos de cachaça (ele apreciava a bebida) em sua homenagem. Não será esquecido enquanto existir um botafoguense para contar sua história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-116473071389992112?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/116473071389992112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=116473071389992112' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116473071389992112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116473071389992112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2006/11/gordinho-alvinegro.html' title='Gordinho alvinegro'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-116424870980317028</id><published>2006-11-22T23:35:00.000-02:00</published><updated>2006-11-23T14:20:00.870-02:00</updated><title type='text'>Palpite feliz</title><content type='html'>Não sou saudosista, mas hoje sinto saudades dos tempos que não vivi. Não vou escrever uma nova "&lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/musicos/alcione/letras/rio_antigo.htm"&gt;Rio Antigo&lt;/a&gt;", pois a do Chico Anísio já retrata o meu sentimento com fidelidade. Não sou o único, Paulinho da Viola também assume sentir o mesmo, mais um entre tantos outros. Não me entenda mal, leitor, saudosismo geralmente é sentimento de quem não está feliz com o presente. Eu gosto do nosso momento, e  justamente a saudade do que não vivi é o que me faz prezar pelo futuro, olhando para o passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta da humildade do gênio Noel Rosa, que dizia que "a Vila não quer abafar ninguém", e quando o fazia, mostrava respeito aos grandes. Noel sabia que tinha que comer muito feijão com arroz para "(...) mostrar que faz samba também". Ganhou respeito, cresceu com grandes nomes, como Cartola, e provou que " O samba na realidade não vem do morro/Nem lá da cidade/E quem suportar uma paixão/Sentirá que o samba então/Nasce do coração.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o jovem Wilson Baptista foi mais arrogante e, ao ser criticado em samba por Noel, respondeu com outro samba, que deu início à polêmica discussão maravilhosa entre os dois. Era nesse ponto a que eu queria chegar. Sinto falta da genialidade dessa discussão. Dois escritores à margem da "boa" cultura da época produzindo em um nível excelente. Hoje, vemos tantos debates mesquinhos e arrogantes, que vale a pena recordarmos do que era bem feito no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impasse entre Noel e Wilson foi resolvido com classe por Noel, que simplesmente deixou Wilson falando e não deu resposta. Depois de um tempo, Wilson desceu do salto e acabou  produzindo a melhor música de sua carreira, "Meu mundo é hoje", além de ter feito as pazes com Noel e dado início a uma nova parceria em alguns sambas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do tom de provocação, deixo marcada uma frase pertinente mais como um conselho do Poeta da Vila em crítica ao "Rapaz Folgado", " Já te dei papel e lápis/Arranja um amor e um violão". Deixo também o espaço aberto, o feijão tá sempre no fogão e quem quiser se servir é só chegar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-116424870980317028?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/116424870980317028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=116424870980317028' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116424870980317028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116424870980317028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2006/11/palpite-feliz.html' title='Palpite feliz'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-116414071605394967</id><published>2006-11-21T17:03:00.000-02:00</published><updated>2006-11-21T18:28:19.963-02:00</updated><title type='text'>Cariocas bem reais</title><content type='html'>Comi uma carne que não me desceu bem. Feita por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alexandre Soares Silva&lt;/span&gt; e posta à mesa pela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bravo!&lt;/span&gt;. Sendo assim, tomei a liberdade de criticá-la e botar um pouco de pimenta nessa feijoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor que me perdoe, mas não concordo com seu ensaio publicado na edição de Novembro. Desde já, devo dizer que não tenho o hábito de ler essa revista e nem conhecia o autor, não desmerecendo nenhum dos dois, apenas opinião própria e desconhecimento. Comprei essa edição pela capa, que inclui uma bela foto de Paulinho da Viola e Arnaldo Antunes, com um título: "A Hora do Samba" (Sei que samba não tem hora, e que é bom inclusive agora, mas mesmo assim fiquei curioso pela parceria inusitada). Resolvi ler o ensaio do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alexandre&lt;/span&gt; pelo título, "Cariocas Imaginários", que também é bastante curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor discorre a respeito da "latinização hollywoodiana", equivocada, e nisso eu concordo, e diz ser um pouco irritante essa estereotipação que inclui o brasileiro. A caricatura do brasileiro como amante &lt;span style="font-style: italic;"&gt;caliente&lt;/span&gt; o incomoda. No entanto, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alexandre&lt;/span&gt;, vejo isso como uma tendência natural de todos os povos. Não há quem não se utilize da caricatura de outro. Nossos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gringos &lt;/span&gt;não usam camisas floridas, shorts, sandálias, chapéus, óculos escuros e máquinas penduradas no pescoço? Quantas vezes não brincamos, imitando o jeito deles falarem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;caipirinha, samba, Ronaldo &lt;/span&gt;e outras tantas coisas? Realmente pimenta nos olhos dos outros é refresco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo por partes, o autor afirma que o "pior é acreditar". Segundo, o próprio, há ainda os que acreditam que são essa caricatura, algo como o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;monstro&lt;/span&gt; dando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;crias. &lt;/span&gt;Pergunto se essa "personagem" não foi criada por observação e se apenas estamos assumindo essa posição, que já nos é natural. O brasileiro que tenta seduzir uma gringa obviamente vai usar do seu charme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;latino caliente&lt;/span&gt; para o fazer, pois é o que causaria interesse aparente na estrangeira, a exoticidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua última parte, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alexandre&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;defende que o nosso cinema incorpore o estilo estrangeiro de retratar a paisagem carioca, um lugar tropical paradisíaco fantasioso. Nesse sentido, fantasiar seria o único jeito, pois não temos diretores com talento suficiente para utilizar o Rio como cenário, sem que nos venham à cabeça imagens "horríveis", e nessas imagens eu concordo com o autor, principalmente na questão da praia. Eu até acho que temos diretores talentosos, porém (ai, porém), o mais legal é retratar a paisagem carioca como ela é, e fazer com que tenhamos que imaginar como pode haver amor com tantos poréns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é que até você, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alexandre&lt;/span&gt;, não conhece o próprio &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rio&lt;/span&gt;, e não me entenda mal. Sei que é paulista, e desconhece o Feitiço da Vila, os botequins mais vagabundos e os redutos do samba carioca, as grandes maravilhas dessa cidade, que não vive só de Zona Sul de novela da Globo. Façamos filmes e novelas com verdadeira identidade carioca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-116414071605394967?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/116414071605394967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=116414071605394967' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116414071605394967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116414071605394967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2006/11/cariocas-bem-reais.html' title='Cariocas bem reais'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-116377698940077317</id><published>2006-11-17T12:53:00.000-02:00</published><updated>2006-11-17T13:26:03.136-02:00</updated><title type='text'>Mate latino</title><content type='html'>Tomando uma cerveja Mulata, que é a mistura carioca, e ouvindo o som da Velha Guarda do Salgueiro, enquanto cozinho esse feijão, bateu na minha cabeça um pensamento que exponho agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mate. É, esse da erva-mate, que todo bom carioca toma, esse mesmo. Melhor ainda se feito em casa, pela mãe, ou avó, com limão colocado por nós mesmos e adoçado por quem toma. O que tem ele? Mais do que sagrado na Maravilhosa cidade, é um símbolo de união não só brasileira, mas latina também. Como assim? Pois explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de conhecimento de todos que a erva-mate é a usada pro chimarrão gaúcho, e quando falo gaúcho, incluo os cis-platinos e os hermanos argentinos. No entanto, nem todos sabem que em algumas regiões toma-se mate gelado também. Na verdade, nem eu sabia. Porém, encontrei um texto que dizia que a primeira vez que um argentino fazia o próprio mate, fosse ele quente ou gelado, ele se tornava adulto. Não discuto os conceitos argentinos de maturidade, mas o que me chamou a atenção foi o fato de eles tomarem gelado também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O camarada Mateus comentou o texto passado falando sobre argentinos e principalmente sobre o Melligeni. Agora chega a hora de passarmos por cima das brincadeiras e das diferenças no futebol, pois. Não me entenda mal, leitor, eu sei que já escrevi parecido no texto anterior, mas é fundamental que eu diga isso aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o que é melhor, o tango ou o samba, Maradona ou Pelé. Antes de vestirmos amarelo ou azul e branco, somos latino-americanos. Proponho aqui um brinde, de mate, à união irmão-hermano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Mas que Samba e Pelé são melhores, ah, isso são.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-116377698940077317?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/116377698940077317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=116377698940077317' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116377698940077317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116377698940077317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2006/11/mate-latino.html' title='Mate latino'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-116333785971417818</id><published>2006-11-12T10:54:00.000-02:00</published><updated>2006-11-12T17:54:03.036-02:00</updated><title type='text'>Cariocas ou paulistas</title><content type='html'>Botando mais carne nessa feijoada, eu conto pra vocês, leitores, algo de muita brasilidade que me aconteceu nessa quinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos a história com uma prévia explicação do meu ódio pelo São Paulo F.C. .  Apesar de ser o time da minha mãe, eu não gosto dos tricolores paulistas desde o ano em que o Botafogo caiu para a Série B do Campeonato Brasileiro,  perdendo a última partida para o líder São Paulo, que não tinha nenhum interesse na vitória sobre o glorioso, pois era líder isolado com uma diferença de mais de 3 pontos e não era um campeonato de pontos corridos ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esclarecido isso, eu fui ver na quinta, com dois amigos flamenguistas, na Cobal de Botafogo, o jogo do Botafogo F.R. contra o São Paulo F.C. . Logo no começo, percebo alguns torcedores nada tímidos do tricolor. Achei que eram cariocas, vascaínos, torcendo contra o glorioso, porém, para o começo do meu desespero, eram paulistas mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bola rolando, meu time lutando, mas, 3x0 São Paulo. Os paulistas botaram as asinhas de fora, provocavam, irritavam. Entretanto, o espírito carioca fala mais alto e logo estávamos Flamenguistas e Botafoguenses num coro de "ê ê ê ê a praia do paulista é o Rio Tietê" (com a exclusão da parte "Filho da puta", pois somos educados), pronto começava um duelo não mais entre Botafogo e São Paulo, mas agora entre Rio de Janeiro e São Paulo, o estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cariocas munidos de graça, irritando os paulistas por imitações do sotaque, alusões às praias cariocas e ao estilo de vida dos que vivem na terra de São Sebastião. Os paulistas, ah, não têm o que dizer (notem que estou sendo parcial sim), então exaltam a "nação paulista", esquecem dos problemas e por chamarem simplesmente zona pobre de periferia, apontam as favelas cariocas como degradação da nossa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocando mais pimenta na discussão, eu disse aos meus amigos: "Eles tão certos, não vamos discutir, afinal, o "campeão" votou no Clodovil, ou no Frank Aguiar, ou no Maluf.". A conversa tomava outro rumo e agora eram dois lados, os Alckiministas contra os Lulistas; mais uma vez as farpas pareciam balas que cortavam o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficava tarde e tínhamos todos que ir embora, cada um para seu lado, e num lindo gesto tupiniquim nos cumprimentamos com abraços, esquecendo as diferenças e mostrando que, acima de tudo, éramos brasileiros. O "chopp", ou o "chopps", que bebíamos, era o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-116333785971417818?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/116333785971417818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=116333785971417818' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116333785971417818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116333785971417818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2006/11/cariocas-ou-paulistas.html' title='Cariocas ou paulistas'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-116306191892896835</id><published>2006-11-09T06:25:00.000-02:00</published><updated>2006-11-10T17:54:17.760-02:00</updated><title type='text'>Feijão no Natal</title><content type='html'>Está chegando esse nefasto feriado denominado Natal. As pessoas ficam solidárias, viram religiosas e os parentes que se detestam unem-se em volta de uma mesa para comer alguma ave escrota, ou um bacalhau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Sempre tive problemas com o Natal. Não conseguia entrar no clima, eu queria os meus presentes e só. Fui crescendo e comecei a ter de dar presentes também, e essa festa foi ficando cada vez pior. Porém, não pensem, caros leitores, que só estou preso ao aspecto material, não, envolve amadurecimento intelectual também. Explicarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Desconstruamos o Natal para depois eu chegar onde desejo. O Natal é uma festa de origem pagã, que foi incorporada pela Igreja Católica em determinado momento da história. Creio eu, que essa festa era praticada por nórdicos ou por algum outro povo de uma europa que envolva pinheiros e neve. Até aí, tudo bem, nenhum problema com isso. No entanto, eu fui percebendo que nós, brasileiros, importamos essa festa inteira, sem acrescentar nada. Os portugueses colocaram o bacalhau na ceia, mudaram pelo menos alguma coisa. E nós????&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Percebem agora uma ponta do meu problema que foi crescendo conforme eu fui propondo uma reconstrução dessa festa. Primeiro, propus feijão na ceia. Recusei-me a ceiar se não houvesse feijão à mesa. Fui tido como um rebelde sem causa, um anticristo e/ou alguém que só queria chamar atenção. Porém, vejam só, fui atendido! E melhor ainda, aprovado. Realmente chegaram a conclusão que a comida é meio seca e que o feijão dá um toque molhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Agora, estou propondo, de uma vez só, a inclusão da cachaça, a mudança do Pinheiro com neve para a Araucária sem neve e um novo Papai Noel com roupas tropicais e com uma barba mais moderada. Óbvio que estou mais uma vez recebendo críticas e passando por alguém carente de atenção. Mas, estou convicto de que devemos mudar o Natal para torná-lo um pouco brasileiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-116306191892896835?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/116306191892896835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=116306191892896835' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116306191892896835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116306191892896835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2006/11/feijo-no-natal.html' title='Feijão no Natal'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37350737.post-116299275024947720</id><published>2006-11-08T11:32:00.000-02:00</published><updated>2006-11-08T12:04:50.450-02:00</updated><title type='text'>Considerações iniciais</title><content type='html'>Para início de conversa acho importante uma breve explicação sobre o título desse espaço e seu propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;feijoada&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;Datação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="preto"  style="font-size:78%;"&gt; 1813 cf. MS&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Acepções&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="sq"&gt;■&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;    &lt;span class="abrev"  style="font-size:78%;"&gt;substantivo feminino&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="preto"  style="font-size:78%;"&gt; &lt;b&gt;1&lt;/b&gt;    &lt;span class="explica"&gt;Regionalismo: Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="preto"&gt;    &lt;/span&gt; grande porção de feijões&lt;br /&gt;&lt;span class="preto"&gt; &lt;b&gt;2&lt;/b&gt;    &lt;span class="explica"&gt;Rubrica: culinária.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="preto"&gt;    &lt;/span&gt; prato preparado com feijões&lt;br /&gt;&lt;span class="preto"&gt; &lt;b&gt;2.1&lt;/b&gt;    &lt;span class="explica"&gt;Rubrica: culinária. Regionalismo: Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="preto"&gt;    &lt;/span&gt; prato da cozinha nacional preparado com feijão temperado e cozido com carnes salgadas de diferentes partes do porco, lingüiça, paio, charque, toucinho etc. e que, no Nordeste, é acrescido de legumes (abóbora, maxixe, quiabo etc.)&lt;br /&gt;&lt;span class="preto"&gt; &lt;b&gt;3&lt;/b&gt;    &lt;span class="explica"&gt;Derivação: sentido figurado. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="preto"&gt;    &lt;/span&gt; situação confusa; trapalhada, complicação, balbúrdia, confusão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Locuções&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;    &lt;span class="azul80"  style="font-size:78%;"&gt;ter muita f. a comer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="explica"  style="font-size:78%;"&gt;Uso: informal.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;span class="preto"  style="font-size:78%;"&gt;dispor de muitos anos de vida pela frente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Etimologia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;feijão sob a f. rad.&lt;i&gt; feijo-&lt;/i&gt; com perda da nasalidade + &lt;i&gt;-ada&lt;/i&gt;, ver &lt;/span&gt;     &lt;i&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;feij-&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antropofagia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Só a antropofagia nos une.Socialmente.Economicamente.Filosoficamente...&lt;br /&gt;Tupi or not Tupi, that is the question.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma consciência participante, uma rítmica religiosa.Contar todos os importadores de consciência enlatada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fomos catequizados.Fizemos foi carnaval."&lt;/span&gt;   (Oswald de Andrade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, observe que antropofagia não é aqui o mero ato de se comer outro ser humano, e sim a do movimento proposto por Oswald ("Osváld", por favor), no entanto encontrei uma excelente imagem, além da óbvia capa do "Feijoada Acidente" dos Ratos de Porão. É a Antropofagia no Brasil em 1557, segundo a descrição de Hans Staden. Essa sim, antropofágica lato senso. Porém, observe os traços dos que comem, são índios? Não. É uma inversão, são brancos, nus, comendo carne humana. Esse churrasco de pessoas esquisistas com carnes estranhas ilustra bem o espírito desse blog.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/772/4194/1600/704px-Cannibals.23232.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/772/4194/320/704px-Cannibals.23232.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37350737-116299275024947720?l=feijoada-antropofagica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/feeds/116299275024947720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37350737&amp;postID=116299275024947720' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116299275024947720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37350737/posts/default/116299275024947720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijoada-antropofagica.blogspot.com/2006/11/consideraes-iniciais.html' title='Considerações iniciais'/><author><name>Pedro Chrismann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00262502335235643930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp3.blogger.com/_lLlsKoZ5wBI/R7znEah4S4I/AAAAAAAAAAM/R6cbwHIKWwc/S220/DSC01900.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
